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Encontro das Águas: como é o passeio para ver o Negro e o Solimões lado a lado

Assista ao passeio que fizemos até o fenômeno mais famoso de Manaus e entenda por que os rios Negro e Solimões correm quilômetros sem se misturar.

Por Redação

Tour pelo Encontro das Águas, 2025 · ver no YouTube

Poucos lugares resumem a Amazônia tão bem quanto o Encontro das Águas. A poucos quilômetros do centro de Manaus, as águas escuras do Rio Negro encontram as águas barrentas do Solimões, e os dois rios seguem lado a lado, cada um com sua cor, antes de se misturarem e formarem o que daí em diante se chama Rio Amazonas.

No vídeo acima, acompanhamos o passeio de barco até o fenômeno, um dos roteiros mais procurados por quem visita a cidade.

Por que as águas não se misturam

A linha que separa os dois rios é visível a olho nu e acompanha o barco por um longo trecho. A explicação está nas diferenças entre eles: o Negro e o Solimões têm temperatura, velocidade e composição diferentes, e isso faz com que as duas correntes demorem a se misturar.

A cor também conta a história de cada rio. O Solimões chega carregado de sedimentos, como areia e argila, por isso a cor de barro. O Negro, mais ácido e pobre em sedimentos, tem aquele tom escuro que lembra chá forte.

A extensão em que as águas correm separadas varia conforme a fonte e a época do ano: guias internacionais falam em cerca de 6 quilômetros, enquanto o tombamento do Iphan protege um trecho contínuo de 10 quilômetros.

Patrimônio do Brasil

Desde novembro de 2010, o Encontro das Águas é tombado pelo Iphan. A proteção cobre o trecho do encontro dos rios e uma área de cerca de 30 quilômetros quadrados ao redor. O tombamento não proíbe obras na região, mas qualquer construção ali depende também de autorização do instituto, além das licenças ambientais.

Como é o passeio

O passeio é feito de barco, com saída de Manaus, e é oferecido por agências e operadores de turismo da cidade. Os roteiros variam: muitos combinam o Encontro das Águas com outras paradas no rio, como mostramos no segundo vídeo, mais abaixo, que inclui botos e uma visita a uma comunidade indígena.

Antes de fechar o passeio, vale conferir com o operador a duração, o que está incluído e as paradas previstas, já que o roteiro muda de uma empresa para outra e conforme o nível do rio.

Ao vivo, 24 horas

O AmzLive mantém uma câmera apontada para o Encontro das Águas, transmitida ao vivo no nosso canal do YouTube. Foi por ela que registramos alguns dos nossos flagrantes mais curiosos, de botos a balsas passando pela linha entre os rios. Veja também as câmeras ao vivo de Manaus.

Veja também em vídeo

Passeio turístico: Encontro das Águas, botos e comunidade indígena · ver no YouTube

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